16.3.08

Sob o sol lusitano

Lisboa sob o sol lusitano, com a ponte 25 de abril ao fundo

Lisboa é linda! A segunda visita à capital portuguesa valeu para confirmar a fama de uma das mais belas cidades da Europa. Não sei bem ao certo o que nos atraiu mais em Lisboa nestes quatro dias que estivemos por lá: o clima ameno (em torno dos 18 graus; bem diferente da média de 3 a 8 de Dublin), a comida ou a arquitetura que em tudo explica a nossa origem. Ou talvez tudo isso junto com uma pitada de saudade do Brasil.

Lisboa colorida, sempre olhando para o rio Tejo

Se da primeira vez fomos direto a Torre de Belém e ao Padrão dos Descobrimentos, desta vez dedicamos mais tempo ao centro histórico e visitamos o Castelo de São Jorge. Nada como andar pelas ruas curtindo sol, tomar cerveja gelada e comer picanha - sim, picanha é um aperitivo fácil de se encontrar em Lisboa.

Não é o caso de desmerecer Dublin, mas o clima e a comida por aqui deixam a desejar mesmo. Comer de garfo e faca, como disse um amigo nosso lá de Lisboa, é algo bom e que nem sempre é possível em Dublin. Vira e mexe o negócio é apelar pro fast food.

O bonde (ops! elétrico) que circula pelo centro histórico

Além disso, as semelhanças entre Portugal e Brasil não estão só na comida e a língua. Comprei revistas brasileiras, bebi Guaraná Antárctica no restaurante e vi novela de noite. Parece besteira, mas para quem está há quase um ano e meio longe de seu país são pequenas coisas que valem muito. E, segundo muitos lisboetas, nós temos que visitar a praia de Caparica para ver o que é um território verdadeiramente brasileiro.

A Praça do Comércio, um dos pontos principais do centro histórico

Aliás, ao invés do que ouvimos da maioria dos brasileiros, não recebemos nenhum tratamento rude por parte dos portugueses. Muito pelo contrário. Nos taxis, nos ônibus (ou auto-carros, como chamam por lá) ou nas ruas o tratamento sempre foi muito respeitoso e cordial.

O Castelo de São Jorge proporciona uma vista linda de Lisboa. A fortificação foi construída pelos Mouros no século II A.C. e está muito bem conservada. Como aqui na Irlanda a visita a castelos é um roteiro quase obrigatório, valeu a experiência de conhecer uma fortificação diferente daquelas que estamos acostumados a ver por aqui.

O imponente castelo de São Jorge

Entre obrigações de trabalho e algum tempo livre, deu para curtir um pouco Lisboa. Mas ainda assim temos certeza que não aproveitamos nem metade do que a cidade tem a oferecer. Acho que este verão vai ser bastante especial se depender do sol lusitano.

2 comentários:

ATOMIUM disse...

Graças a Deus.
Hà alguem que não diz mal de Lisboa e dos Portuguêses.
Abraço de Bruxelas

Francisco Napoleão disse...

Eu que sou de Lisboa, nascido e criado, e que por vezes também tenho de me ausentar por largos períodos, fiquei deliciado com o teu comentária, à minha cidade-berço. Por outro lado obrigado pela honestidade. Os brasilieros teem algo que herdaram dos portugueses a hiperidentidade. Quando uma choca com a outra, em vez de se ver a complementaridade de ambas as nacionalidade ataca-se o outro sem d«o nem piedade, pior ainda com verdadeira cegueira, tanto vale para um lado como para o outro. Fica bem... Já estive duas vezes em Dublim, ambas no inverno, que frio de rachar!