
JORNALISMO, CINEMA, FOTOGRAFIA, QUADRINHOS, VIAGENS, POLÍTICA E UMA BOA CONVERSA FIADA
Quem
Trilhas Percorridas
Um ano de Irlanda
Aniversário Irlandês
História por toda parte
O passo do gigante
Vídeo: Natal
>> GRÉCIA
Um ponto azul...
Mikonos: Party on
Vídeo: verão grego
>>HOLANDA
I amsterdam
Vídeo: Reveillon
>> ALEMANHA
Willcommen in Munchen
>> ÁUSTRIA
Muita neve em Kitzbuhel
Vídeo: Pelos Alpes
>> PORTUGAL
Sob o sol lusitano
Diário do Alentejo
Diário do Algarve
Vídeo: Lisboa 2008
Vídeo: trip ao Algarve
>> ESPANHA
Mais um ponto no mapa
Vídeo: Sevilha
Vale um click!
Marcadores
- Cinema (19)
- Comerciais (18)
- Comportamento (13)
- Fotografia (24)
- Humor (50)
- Indignação (45)
- Internet (11)
- Jornalismo (23)
- Literatura (26)
- Música (29)
- Pensamentos soltos (72)
- Política (22)
- Quadrinhos (24)
- Viagens (27)
Arquivo do blog

Marcadores: Indignação, Jornalismo, Política
Um país de trouxas
Eu já disse aqui e repeti. Reclamar da pouca vergonha com o dinheiro público no Brasil virou lugar comum. As pessoas não dizem o que pensam por dois motivos: primeiro pelo medo de cair na vala do senso comum. Em segundo lugar porque ninguém dá a menor pelota mesmo.
Todo mundo quer seguir com sua vida, pois está completamente institucionalizado o "isso é assim mesmo" e o "rouba mas faz".
É por este motivo que eu acho ótimo quando um jornalista tem a coragem para vir a frente de uma emissora como a RBS TV e dizer umas verdades. Foi o que fez o Luiz Carlos Prates no vídeo abaixo.
É uma pena que falte indignação e falta de vergonha na cara por parte dos movimentos que deveriam liderar uma mudança de comportamento na política brasileira.
A dica do vídeo veio por e-mail, do meu velho chapa de indignação Eduardo Frick.
Marcadores: Indignação, Jornalismo, Política
O Comboio está de partida
Voltei. E com uma das novidades que andava alardeando. É o seguinte: estamos com um blog novo no ar. Sim, ESTAMOS. Cansei da Ieda posando só de editora aqui do Sierra e resolvi colocá-la para trabalhar. Sendo assim, juntamos esforços para montar um blog sobre um assunto específico de nossas vidas: morar em Lisboa.
O resultado de algum tempo de conversas, escolha de direções, visual etc foi este:
Mas calma! Não me abandone. Ainda tenho alguma coisa para dizer. A primeira delas é que o fato de me dedicar a outro blog não significa que eu vá deixar o Sierra Maestra de lado. Adoro este blog por vários motivos. Primeiro porque foi por causa dele que ganhei gosto por esse negócio de blogs. Em segundo lugar, porque ele já acumula um bom número de histórias desde que foi criado, há mais ou menos três anos.
O Sierra é um espaço livre onde eu posso publicar o que me der na veneta. O que é ótimo. Por outro lado, não há nenhum diferencial em relação a muitos blogs que existem por aí. Ele não trata de um tema específico, não tem sérias obrigações de atualização ou um projeto. O Sierra é igual a mim. Taí no mundo, para o que der e vier.
Com o Comboio Lisboa a idéia já é um pouco diferente. É levar a idéia de um blog mais a sério, mas sem que a gente se leve demasiadamente a sério. Fazer algo um pouco mais organizado e objetivo, mas sem perder o foco de que, com isso, pretendemos nos divertir e fazer o que gostamos.
Ok. Falei, falei, falei e não falei nada né? Esse sou eu. Mas é simples. O Comboio Lisboa nada mais é do que um blog sobre a experiência de brasileiros que vivem em Lisboa (incluindo os dois cidadãos que fazem o blog). E vamos tentar explorar ao máximo o tal do multimídia, com fotos, vídeos, textos, links etc etc etc.
Fica o convite para quem lê o Sierra Maestra. Dê um pulinho por lá. Comente, deixe sugestões e críticas. E eu continuo por aqui também. Ah! Para dar uma conferida no Comboio Lisboa basta clicar na imagem acima ou então aqui, ó:
Marcadores: Internet, Jornalismo, Pensamentos soltos
O muro do Cabral e o bilhete da Marta
Elio Gaspari
Da Folha Online
O Governo do Estado do Rio anunciou um projeto de construção de 11 quilômetros de muros cercando 19 comunidades como Rocinha e Chapéu Mangueira. Seguindo a escrita do gênero, a providência é justificada em nome do interesse da sociedade. No caso, pretende-se evitar a destruição da mata e a expansão de construções ilegais.
O mais famoso dos muros, o de Berlim, com 43 quilômetros, foi erguido em nome da defesa da moeda da Alemanha comunista. Para a utopia de um Rio sem favelas (ou sem os seus moradores), o Muro do Cabral cria a expectativa de uma cidade onde essa questão, mesmo sem ser resolvida, será contida fisicamente.
Quando uma comunidade crê que muros resolvem problemas sociais e urbanos há algo de estranho acontecendo. Sobretudo quando ela é governada por um cidadão que defendeu o aborto como instrumento de política de segurança e classificou a Rocinha como "fábrica de produzir marginal".
Julgar Sérgio Cabral pelas excentricidades que fabrica banaliza os problemas do Estado que ele administra. A sério, ele piora. Em janeiro de 2007, logo depois de tomar posse, Cabral anunciou que até o fim de 2008 estariam concluídos os estudos para a implantação do bilhete único de transporte no Rio.
O Bilhete Único funcionava em São Paulo havia três anos, instituído pela prefeita Marta Suplicy. Nesse sistema de tarifagem o paulistano que tomava dois ônibus para ir e outros dois para voltar do trabalho pagava, no máximo, R$ 3,50. O carioca, entre R$ 4 e R$ 4,40. Chegara a São Paulo o modelo de tarifagem das grandes cidades do mundo. Passaram-se dois anos e o tucanato expandiu o sistema, levando-o para os trens e para o metrô. Atualmente, negocia-se a extensão do sistema às redes de transporte dos municípios do ABC. A cada dia são feitos 6 milhões de viagens com esse tipo de bilhete.
Defender o aborto nos termos de Cabral é conversa fiada, até porque, mesmo que sua política fosse eficaz, levaria 15 anos para mostrar resultados. Fazer muro é fácil, basta licitar uma obrinha e empilhar tijolos. Implantar o Bilhete Único dá trabalho e contraria interesses. Está aí o papelório achado pelo repórter Bernardo Melo Franco, mostrando que, em 1985, os serviços de informações militares estimavam em R$ 980 milhões o tamanho da caixinha dos ônibus na administração de Leonel Brizola.
O ano de 2008 acabou e Cabral nada fez. Seus transportecas trabalham num plano de tarifagem seletiva e nesse pacote apareceu até mesmo a construção de terminais exclusivos. Jabuticaba da boa: não se construíram terminais em São Paulo, muito menos em Nova York. (É mais produtivo agradar empreiteiros entregando-lhes obrinhas do que atender a escumalha baixando o custo do transporte público.) Prepara-se uma empulhação. Vale lembrar que, numa comparação entre as despesas mensais de transporte dos trabalhadores das duas conduções, em novembro passado o carioca gastava a mais entre R$ 24 e R$ 76.
Os defensores do esbulho sustentam que o Rio, ao contrário de São Paulo, Nova York, Paris e Londres, não subsidia o transporte público. Faz sentido, até mesmo porque os governantes de São Paulo, Nova York, Paris e Londres subsidiam o transporte e não defendem o aborto como política de segurança nem muram parte de suas cidades. Parece que uma coisa nada tem a ver com a outra, mas tem, e muito.
Marcadores: Indignação, Jornalismo, Política
Projetos pipocando lá e cá
Faz uns dias que não apareço aqui pelo Sierra. Eu sei. Aliás, ando desligado de vários outros lugares (virtuais ou não) para me dedicar a uns projetos que estão pipocando por aqui e ali. Alguns vão levar um pouco mais de tempo para virarem realidade. Outros dependem também da aprovação de terceiros. Mas tem um, em especial, que está quase pronto e não demora nada nada para ser revelado. Mas eu adianto algo: é um projeto que envolve internet e jornalismo. E tenho ainda a Ieda como cúmplice do negócio. Será que vai prestar?
Marcadores: Internet, Jornalismo, Pensamentos soltos
Nós podemos ser muito pé-frios e ter um treinador que é odiado por 9 entre 10 brasileiros. Apesar dos pesares não deu para eles desta vez e o Brasil foi um péssimo anfitrião no jogo contra Portugal. Castigou o convidado.
A princípio não entendi a tristeza do jornaleiro de quem compro jornais todos os dias (a partida foi transmitida aqui à meia-noite de ontem e não vi o resultado). Só depois de bater os olhos nas manchetes é que fui entender. Foi mal.
Confira abaixo a capa de alguns jornais portugueses de hoje (clique para ver ampliado).
Marcadores: Jornalismo, Pensamentos soltos
Assim como era de se imaginar, o assalto a agência do BES em Lisboa rendeu muito para as páginas dos jornais. Debates foram feitos nos canais de tevê sobre violência e revistas semanais trouxeram reportagens amplas. Até onde eu vi, a imprensa portuguesa tem estado de parabéns quanto a forma que vem abordando o assunto.
Na sequência do ocorrido o jornal "Público", que leio diariamente, trouxe matérias mostrando que os índices de criminalidade não são alavancados pelas comunidades imigrantes. Trata-se de um fenômeno que está distribuido pela sociedade como um todo.
Ontem também o colunista Rui Tavares, que escreve para o mesmo jornal, abordou o assunto com um artigo muito bom sob o título "Brasileiro salva a TAP?". Em seu texto, Rui Tavares analisa que não haveria motivo para citar a nacionalidade do empresário (Fernando Pinto) que está a frente da maior empresa aérea portuguesa. Da mesma forma, argumenta, não há lógica no destaque da nacionalidade dos assaltantes do BES. E assim, em linhas gerais, têm agido a imprensa portuguesa.
Marcadores: Jornalismo
Vergonha!
O assunto dos próximos dias aqui em Portugal não deve ser outro: a tentativa de assalto ao Banco Espírito Santo (BES), quando pessoas foram feitas reféns. Isso é algo bastante raro nas páginas dos jornais portugueses. Principalmente porque o episódio terminou em morte. Os bandidos eram dois brasileiros, para vergonha da comunidade de imigrantes em Portugal.Coincidentemente, poucos dias atrás foi anunciado que os brasileiros constituem a maior comunidade estrangeira em Portugal. É muito comum as pessoas associarem ao Brasil coisas como samba, futebol, mulher e violência. O pior é que muitas vezes fazemos por merecer. As prostitutas brasileiras são famosas pela quantidade por aqui. Agora estamos exportando violência Made in Brazil.
Os dois imbecis resolveram assaltar uma agência que sequer costuma receber depósitos, portanto não havia o que ser roubado. Eles escolheram também uma agência no bairro do Campolide (que por acaso é onde eu moro), onde está uma penitenciária coalhada de policiais, que não demorariam cinco minutos para chegar ao banco a pé. Foi o que aconteceu. Acabaram encurralados. Resitiram e acabaram baleados. Um morto.
Algumas capas dos principais jornais de hoje em Portugal: portugueses não estão acostumados com essa violência e fazem bem em quererem manter a paz. Clique na foto para ver maior.O que seguiram foram cenas deprimentes, com quase todo um quarteirão tomado pela polícia e os bandidos apontando armas para a cabeça dos sequestrados. Tudo transmitido ao vivo pelas tevês. É algo que os portugueses não estão acostumados. Não será de se estranhar o aquecimento dos debates quanto às regras de imigração, inclusive com posições xenofóbicas quanto ao assunto. Duvida? Então dê uma olhada em alguns dos comentários sobre a notícia em um dos maiores portais de Portugal, o Sapo.
Eu canso de dizer que há gente boa e gente ruim em todo lugar, independente de nacionalidade. Mas quando a banda podre começa a se destacar os bons pagam pelos ruins. É o que vai acontecer em breve em toda Europa a continuar se destacar o infame "jeitinho brasileiro" por aqui. Veja abaixo o momento da libertação dos reféns, quando os bandidos são baleados.
Este é um vídeo amador, que mostra a ação de outro ângulo:
Marcadores: Indignação, Jornalismo, Pensamentos soltos
Irresponsabilidade digital
Dia desses eu encontrei o vídeo abaixo em um blog que reúne vídeo-cassetadas e outras baboseiras. O que me chamou a atenção foi o título que o cara que atualiza o blog (que deve ter uns 15 anos) colocou: "Ladrão levando pipoco ao vivo". Dê uma olhada no vídeo aí embaixo. Volto na sequência.
Então. Eu conheço o vídeo porque eu trabalhava na cidade em que o fato ocorreu. E quando ele ocorreu. O garoto baleado no vídeo chamava-se Nilson Pedro da Silva e não era ladrão coisa nenhuma. Ele foi vítima de mais uma operação desastrada da polícia de Rondonópolis, em Mato Grosso. O menino sequer tinha passagem pela polícia.
Em Resumo: o que aconteceu foi que a polícia estava fazendo uma patrulha atrás de uma motocicleta roubada. A guarnição viu os dois rapazes (o que aparece primeiro é o primo de Nilson Pedro, que não tinha carta de condução) perto de uma motocicleta. Assustados, os dois correram para dentro da casa.
Enquanto o primeiro rapaz havia sido dominado, Nilson bateu na porta da casa de sua avó, para que a mesma o deixa-se entrar. Um dos policiais, despreparado para lidar com o desespero do menino, atira acidentalmente e acerta Nilson na barriga (é possível ouvir o primeiro disparo no vídeo). Já com a situação fora de controle, um dos policiais atira na nuca de Nilson Pedro quando, em desespero, ele consegue escapar.
As imagens então são interrompidas e um dos policiais planta uma arma sob o corpo de Nilson Pedro para incriminá-lo (isto não está no vídeo acima, que só recomeça com os policiais carregando o corpo). O oficial que comanda a operação, o tenente Dênis Coutinho teria sido atingido por um dos policiais (ou por ele próprio) também para incriminar o rapaz. Para mais informações clique aqui, aqui, aqui e aqui.
Voltando ao lugar onde encontrei o vídeo. Eu acho até normal a molecada navegando pela internet encontrar um vídeo como este e postá-lo. As pessoas gostam de ver coisas bizarras. Se não gostassem não existiriam programas na tevê com esse tipo de apelo. Na boa.
Como eu trabalhava como jornalista em Rondonópolis na época em que isso aconteceu, coloquei um comentário no blog, dizendo que o menino baleado não era bandido coisa nenhuma.
O que seguiu foi de uma demência sem fim. Tirando uns e outros a maioria achou que a polícia estava certa em atirar! Que se o garoto correu, tinha que morrer mesmo, porque tinha alguma culpa! Isso, incluindo o autor do blog. Tudo bem que não estamos falando de um espaço sério para discussões dessa natureza e nem de pessoas sérias. Mas supostamente já têm alguma idade para acessar internet e pensar (sérias dúvidas quanto ao raciocínio).
A liberdade proporcionada pela postagem anônima e os comentários ídem deixam as pessoas livres para dizerem o que quiserem. E a opinião de muita gente é de que bandido bom é bandido morto. Daí nós entramos em outra questão que é mesma levantada quando os policiais fuzilaram o carro de uma dona de casa no Rio de Janeiro e assassinaram um garoto de três anos de idade.
E se o carro fosse dos bandidos, já rendidos, a polícia deveria descer atirando? Na opinião de muito moleque que acessa internet e possui seu próprio blog para discutir os assuntos, sim.
Isso revela que além de oferecer voz para qualquer cidadão, a internet também oferece oportunidade para irresponsabilidades digitais. Cometidas por dementes digitais.
Marcadores: Comportamento, Indignação, Jornalismo
Brasileiros em Portugal
Mais numerosos e mais rejeitados
Fernando Moura
Especial para o UOL
Em Lisboa
A comunidade brasileira constituiu-se, pela primeira vez, no ano de 2007, como a maior comunidade estrangeira em Portugal. Coincidências ou não, no mesmo ano, mais do 52% das recusas de entrada de estrangeiros ao país foram registradas a imigrantes brasileiros.
O relatório anual do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) ao qual o UOL teve acesso, registrou, no ano passado, a presença de 66.354 brasileiros em Portugal, o que representa 15,2% do total de 435.736 estrangeiros residentes no país.
O Brasil, segundo o relatório, foi "origem de um expressivo fluxo migratório para Portugal" resultante dos "dados relativos às recusas de entrada, afastamentos (nas suas diversas formas), regresso voluntário, contra-ordenações e readmissões. Em termos de nacionalidade dos inquiridos em processos-crime sob investigação, os cidadãos brasileiros ocupam o segundo lugar, a seguir aos portugueses".
Para ler a matéria completa, clique aqui
Marcadores: Comportamento, Jornalismo, Viagens
Comentário no Whiplash
O Whiplash é um dos melhores sites de rock do Brasil. Está no ar desde 1996 e é feito com colaboração de gente em todo o mundo. Por isso é muito bacana ver um artigo publicado por lá. Foi o que aconteceu com o review do show do Iron maiden em Lisboa que publiquei aqui no blog. Para lê-lo por lá clique aqui.
Marcadores: Jornalismo, Música
O (des)acordo ortográfico
Não sei a quantas anda no Brasil, mas por aqui o acordo ortográfico sobre a Língua Portuguesa tem gerado debates acalorados. Quase todos os dias jornais e revistas locais abordam o tema, geralmente sob o ponto de vista de pessoas contrárias ao acordo. Ou seja, meios de comunicação da área escrita têm se posicionado claramente contrários ao acordo ortográfico.
O jornal Público, um dos mais lidos de Lisboa, não economiza tinta em suas páginas para criticar o acordo, seja por meio de seus colunistas ou diretamente, por meio de editoriais.
No site da revista Visão, por exemplo, há uma enquete para saber dos leitores se estes são favoráveis ou não que Portugal assine o acordo. O resultado preliminar mostra que quase 64% dos leitores são contra o acordo.
Mas a conversa não está somente no meio escrito. Dia desses acompanhei um debate na tevê em que trouxeram pessoas para apontar os prós e contras (se não me engano esse era o nome do programa) do acordo. O debate foi monopolizado na sua maior parte por uma senhora, ligada a uma universidade portuguesa, que atacava ferozmente a proposta de unificação da Língua.
A discussão está um pouco atrasada, já que parece-me que o acordo deverá ser implementado gradativamente nos próximos anos - goste dele ou não. Mas o que chama a atenção nisso tudo por aqui é o elevado grau de bairrismo envolvido no debate.
A Língua é um fator determinante na identidade cultural de um povo e é perceptível o desconforto de pessoas mais conservadoras face a ingerência da "colônia" nas regras da escrita. Não é raro conversar com as pessoas e ouvir comentários sobre como a Língua "brasileira" é curiosa. Sim. Tem gente por aqui que acha que falamos brasileiro.
Entre uma pitada de ignorância (o que não é nenhum pecado) e maledicência o fato é que muita gente considera-nos invasores da Língua Portuguesa. Isso quando não nos acusam de a terem estragado com as sílabas abertas e gerundismos.
Mas há ainda - justiça seja feita - muitos portugueses que encaram as mudanças aplicadas ao português falado e escrito no Brasil positivas. Já ouvi algumas vezes por aqui portugueses que acreditam que a Língua em Portugal deveria se modernizar. E vão além: gostam mais do som da Língua Portuguesa falada no Brasil e dizem que é muito mais fácil para se aprender.
Questões políticas, econômica e culturais à parte, há muito de briga entre irmãos. O Brasil está muito mais presente em Portugal do que o inverso. Com o tempo vou publicar mais sobre como estamos na tevê, na culinária, no turismo e no gosto (e desgostos) do português.
Marcadores: Jornalismo
Dê uma espiada na matéria abaixo, da Folha de S. Paulo. Observe a parte destacada. Depois dela volto com um comentário tosco e previsível, mas necessário.
Funcionários da Câmara desocupam dois prédios devido a vazamento de gás
Da sucursal de Brasília
Dois prédios da Câmara tiveram que ser esvaziados ontem devido a um vazamento de gás. Os trabalhos das comissões que aconteciam no anexo 2 e os trabalhos em parte do anexo 3 foram cancelados.
As suspeitas são de que o vazamento tenha acontecido em um equipamento de análise química que foi instalado na manhã de ontem no departamento médico da Casa. O tipo de gás que vazou ainda não foi identificado.
Segundo o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), havia risco de intoxicação e por isso as pessoas tiveram que deixar os prédios. Será feita perícia no local.
A evacuação nos prédios começou após funcionários sentirem cheiro forte de enxofre. Três pessoas foram encaminhadas ao departamento médico, uma com enjôo, outra com tontura e a terceira com coceiras no corpo. O Corpo de Bombeiros colheu amostras para o Centro de Informações Toxicológicas do Distrito Federal confirmar o tipo de gás que vazou. (MARIA CLARA CABRAL)
ENTÃO: É claro que os técnicos vão atribuir o cheiro a um vazamento de gás, produtos químicos e essa coisa toda. Mas o cheiro de enxofre não nega quem vem por aí. Se o diabo fosse escolher algum lugar para desembarcar no Brasil, por onde mais ele viria?
Tá certo…não estranhe se daqui uns dias o mesmo vazamento acontecer no Palácio do Planalto. Mais especificadamente na Casa Civil. Afinal, de lá vazaram dossiês, mensalões, propinas para bicheiros e outras coisas inimagináveis. Gases muito mais fedorentos já vazaram daquelas bandas.
Pensando bem, nessas condições, até o diabo deve estar pensando duas vezes antes de desembarcar no Brasil. Mudar o destino de Brasília para o Rio de Janeiro? Nem pensar. Bala perdida e dengue. Que tal São Paulo? Pffff…o diabo ficaria preso tanto tempo no trânsito que desistiria.
Marcadores: Jornalismo, Política
A Veja segundo Nassif
Comunicação é uma arma perigosa. Perigosíssima. Nas mãos de gente que sabe como usá-la os efeitos vão de derrubadas de presidentes a eleição de governos. Um dos melhores exemplos no Brasil é a revista Veja. Alguém tem alguma dúvida de que lado(s) a Veja está? Só sendo muito cego.
Bom, se cegeira for a desculpa, o jornalista Luis Nassif, em seu blog, joga uma luz sobre a Veja, em uma série de matérias que ele vem produzindo sobre a revista. Como resultado, a direção do semanário já está movendo processo contra Nassif. Sinal que incomodou.
Trecho do material produzido por Nassif:
"Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho..."
"Durante todos os anos 90, Veja havia desenvolvido um estilo jornalístico onde campeavam alusões a defeitos físicos, agressões e manipulação de declarações de fonte..."
"A marketinização da notícia, a falta de estrutura e de talento para a reportagem tornaram muitos jornalistas meros receptadores de dossiês preparados por lobistas..."
Para ler mais sobre a série, clique aqui.
Marcadores: Jornalismo
Deu no:
Champinha; o retrato do mal
Marici Capitelli
Bastou a educadora de Febem se distrair no meio do pátio, e Roberto Aparecido Alves Cardoso, de 19 anos, o Champinha, passou a mão em sua genitália. Indignada, ela o esbofeteou. Ele tentou revidar, mas foi seguro por outros dois funcionários. Os demais adolescentes internos entraram em alerta. "A senhora não pode bater em vagabundo", berravam.
Segundo a funcionária, com outros infratores, mesmo perigosos, é possível ainda conversar. "Mas com o Champinha não tem jeito. Ele é uma pessoa sem escrúpulos. Sem noção do respeito ao próximo. Não tem a menor capacidade de viver em sociedade."Prova disso é que vive fazendo ameaças às funcionárias. "Quando pegar você lá fora, acabo mesmo". Ele também não perde a oportunidade de manifestar a esperança, quase certeza, de voltar para as ruas. "A caminhada é longa, mas não é perpétua. Num tô nem vendo". Traduzindo: um dia saio daqui e nada tem importância.
Pela versão dos funcionários, Champinha é um líder nato. Quando esteve na unidade do Tatuapé, não conseguiu exercer a liderança, porque ficou no seguro, espaço reservado aos adolescentes que estão jurados de morte. Era o seu caso porque tinha cometido estupros.
Para ler mais, clique aqui.
Marcadores: Indignação, Jornalismo
Hoje um grupo do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) invadiu e promoveu uma quebradeira aqui na Câmara dos Deputados. O saldo pode ser visto nas fotos que fiz abaixo.
O MLST virou e entrou com um carro pela porta do anexo II da Câmara

Os terminais de pesquisa da Câmara ficaram destruídos
No corredor de acesso ao plenário ficou um rastro de destruição
No salão verde, em frente ao plenário, aconteceu a reunião do MLST
Marcadores: Jornalismo
Para entender e cobrar transparência
Tem muita gente usando a internet para coisas mais importantes do que apenas conferir caixa de e-mails e scraps do Orkut. Eu postei abaixo um banner do site Quero mais Brasil, que cobra a melhor utilização dos muitos impostos que pagamos. Outro site que vem prestando um serviço muito bacana é o Contas Abertas, que disponibiliza os gastos do governo. É fato que a gente cresce achando política um tremendo saco e interessa a muitos políticos que continuemos assim depois de adultos. Afinal, quanto menos nos interessarmos e entendermos o assunto fica mais fácil meter a mão no dinheiro público. Por isto as vezes vale a pena o esforço de ir atrás do que está acontecendo no país. Vou colocar aí ao lado os links destes dois sites.
Marcadores: Indignação, Jornalismo
Deu na:
Mundo ignora crise de grande fome
Cerca de 300 milhões de crianças passam fome no planeta e 18 mil delas morrem a cada dia devido à falta de comida enquanto o mundo continua a ignorar as dimensões do problema, afirmou o chefe da agência de alimentação da Organização das Nações Unidas (ONU). "Se a manchete dos meios de comunicação amanhã fosse ''45 aviões 747 caíram hoje, todos a bordo morreram e, a propósito, todos eram crianças'', o mundo ficaria indignado", afirmou James Morris, diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentação das Nações Unidas (PAM). Acredito realmente que as pessoas não entendem o quão séria é essa questão."
Marcadores: Indignação, Jornalismo
Artigo no blog do Noblat
O artigo do post abaixo foi publicado no blog do Ricardo Noblat. É a segunda vez que vejo um artigo meu publicado no blog do Noblat, o que acho muito legal, pois é um dos principais blogs sobre política do país. Para conferir, clique aqui e aqui.
Marcadores: Jornalismo
Entreguem a Copa do Mundo para ONU
Observando a onda de violência em São Paulo deu uma vontade súbita de sumir do país, mesmo não estando em São Paulo. Isto só piorou conforme fui vendo as declarações malucas do governador Cláudio Lembo, que chegou ao absurdo de dizer que nada deu errado e que sabia o que iria acontecer, mas que mesmo assim não tomou nenhuma medida para impedir que dezenas de inocentes fossem mortos. Quando ele negou a ajuda do governo federal tive a certeza que, na verdade, gostaria de estar fora do planeta.
Depois, refletindo sobre tudo o que vem acontecendo no país, pensei que é uma tristeza tudo ser esquecido daqui pouco menos de um mês, quando começam os jogos da Copa do Mundo. Enquanto muitas mães estarão ainda lamentando o trágico dia 14 de maio; enquanto muitas pessoas estarão morrendo em filas de hospitais; enquanto milhares de recursos públicos estarão indo para os bolsos de mensaleiros, nós estaremos todos torcendo pela nossa seleção canarinho, rumo ao hexa.
Foi então que ocorreu-me a seguinte idéia: podia a Copa do Mundo sair das mãos da Fifa e passar a ser organizada pela ONU. Haveria, no entanto, uma mudança significativa na maneira como os países se classificariam para o Mundial: poderiam apenas disputar a Copa os países que apresentassem índices satisfatórios de alfabetização, saneamento básico, segurança pública...enfim, que demonstrassem que conseguiram melhorar a qualidade de vida de seus habitantes.
Pode ser que desta forma o Brasil, mesmo tendo o melhor time do mundo, ficasse fora de uns dois mundiais. Mas com certeza haveria uma mobilização social nunca vista nesta país, sem distinção de cor, religião ou classe que mudaria a forma como nossos políticos encaram os seus eleitores. Pode ser também que assim todos nós saíssemos da inércia que nos aflige diante de tantos escândalos e, agora, a violência sem precedentes.
Mexeram com nossos bolsos e nada adiantou. Nos colocaram nariz de palhaço diante do escândalo do mensalão e nada aconteceu. A falta de políticas públicas está expondo nossas famílias à brutalidade do crime organizado e nada fazemos. Só restou mexer na dita "paixão nacional" para ver se conseguimos mudar alguma coisa neste país.
Marcadores: Indignação, Jornalismo, Pensamentos soltos






