O Sierra continua vivo!
Como não poderia deixar de ser, com as atividade sérias do Comboio Lisboa, acabou acontecendo o inevitável: a produção aqui no Sierra caiu consideravelmente.
Mas isso não significa de forma alguma que eu o tenha abandonado. Muito em breve, inclusive, ele voltará ter uma importante função diarística (hum?).
De qualquer forma, para provar que o Sierra continua bem vivo, aqui vai um vídeo que reflete bem este estado de espírito (o de estar vivo, claro!). E nervoso! ;-)
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A Inveja é uma merda
Sim, a inveja é uma merda. E o pior é quando tenho que admitir que o invejoso sou eu. Então no ano passado o Iron Maiden resolveu reeditar a famosa turnê de 1985, do disco Powerslave.
Eu estava morando na Irlanda, país que não foi incluído na rota da banda. Então decidi comprar os tickets para ver o show em outro país europeu - por sorte Portugal, onde viemos morar depois.
Até aí tudo bem. O show foi fantástico. Daí eu soube que os caras haviam decidido colocar alguns shows extras na agenda. Vários no Brasil e nenhum em Portugal. E eu juro que pagaria para ver esse show novamente. Amaldiçoei meus amigos brasileiros por terem uma nova chance e eu não. Mas tudo bem.
Então eu soube do documentário sobre esse show, que irá estrear em todo mundo no dia 21 de abril. Em todo mundo...menos em Portugal. Mas daí fazer o lançamento no Brasil, com a presença de toda a banda já é sacanagem. Os caras podiam fazer o lançamento no México, na Índia, no Paquistão. Mas no Brasil!? Justo quando eu não estou lá!? Aí não.
Veja a porcaria da matéria do lançamento abaixo. Eu falei que a inveja é uma merda!
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Yael Naim - New Soul
I'm a new soul
I came to this strange world
Hoping I could learn a bit 'bout how to give and take
But since I came here, felt the joy and the fear
Finding myself making every possible mistake
See I'm a young soul in this very strange world
Hoping I could learn a bit 'bout what is true and fake
But why all this hate? try to communicate
Finding trust and love is not always easy to make
This is a happy end
Cause you don't understand
Everything you have done
Why's everything so wrong
This is a happy end
Come and give me your hand
I'll take you far away
I'm a new soul
I came to this strange world
Hoping I could learn a bit 'bout how to give and take
But since I came here, felt the joy and the fear
Finding myself making every possible mistake
New soul... (la, la, la, la,...)
In this very strange world...
Every possible mistake
Possible mistake
Every possible mistake
Mistakes, mistakes, mistakes...
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Os cinco piores covers de sempre
Como já tinha escolhido meus melhores covers de sempre agora mostro abaixo os piores covers segundo a minha pouco conceituada opinião.
# 5 - Faith no More desrespeitando War Pigs do Black Sabbath (ouça)
A parte instrumental não é das piores, mas a voz de Mike Patton é um verdadeiro atentado a uma das melhores músicas do Sabbath. O vocalista sempre foi conhecido por seus experimentalismos, mas os urros e berros no meio da música são só um teste de paciência para o pobre ouvinte.
# 4 - Shakira desafinando com Back in Black do AC/DC (ouça)
Se tem alguma coisa de bela na Shakira não é a voz. Eu sempre fico em dúvida se ela tem dor de barriga ou se está recebendo alguma entidade quando canta. De qualquer forma ela tem muitos outros atributos como artista. Por exemplo o seu, digamos, fantástico background. Se é que você me entende. Graças à ele torna-se possível ver o vídeo até o final.
# 3 - Marlyn Mason assustando com Alabama Song do The Doors (ouça)
Eu estive aqui pensando o que diria Jim Morrinson, com o humor que tinha, se visse essa criatura bizarra cantando Alabama Song. No mínimo voltava correndo para o túmulo. Se fosse só o visual de Bozo do capeta tudo bem, mas o pior é essa voz de leite condensado azedo que dormiu três meses fora da geladeira.
# 2 - Celine Dion destroçando You Shook Me all Night Long do AC/DC (ouça)
Coitado do AC/DC. Não bastasse a versão bisonha da Shakira para Back in Black, a musa do Titanic resolveu afundar You Shook Me all Night Long com a ajuda de uma versão transformista da Paris Hilton. Um verdadeiro circo de horrores. Celine Dion tem uma voz até melhorzinha do que a da Shakira, mas não conta com o background da colega.
# 1 - Caetano Veloso pagando mico com Come as You Are do Nirvana (ouça)
Sabe aquela sensação de vergonha alheia que as vezes a gente sente? É o que eu sinto quando vejo o Caetano cantando "Méééémôôôôriiiiiiiiaaaaaaa". Essa versão nem dona Canô com ajuda de todos os santos da Bahia engolia. E o pior é que não haveria lugar mais apropriado para esse mico do que o palco do apresentador mais insuportável da tevê brasileira. Repare nas dançarinas ao som de Cóm és iu ahhhh...caso para gardenal com tubaína no domingo a tarde.
Eu penso que autenticidade seja uma das melhores palavras para descrever Brandi Carlile. Não que ela reinvente a roda com sua música, mas a forma honesta como canta faz com que soe completamente autêntica. Nesta semana ela se apresentou aqui em Lisboa e fomos conferir.
O show começou pontualmente às 10h da noite, tal como previa a programação. Sem rodeios a banda entrou no palco e salpicou logo de cara "My Song", uma das minhas canções favoritas.
Brandi Carlile é um grande nome entre as novas cantoras. Mas quem esperava somente vê-la ainda foi presenteado com uma banda afinadíssima. Todos os músicos que a acompanham em palco não só mostraram um grande entrosamento como também erradiaram uma energia fantástica no palco.
Quer ver um exemplo do que eu estou dizendo? Confira o vídeo abaixo que eu gravei, em que a banda executa "Folson Prison Blues" de Johnny Cash. Continuo na sequência.
Viu só? Este foi o ritmo de praticamente todo o show, que infelizmente foi meio curto (cerca de uma hora e quinze minutos). Quando a temperatura baixava um pouco era possível curtir toda a intensidade da voz de Brandi.
No final ela mostrou novamente toda a qualidade de sua voz quando cantou Hallelujah (Leonard Cohen). De arrepiar. É claro, houve a música que alavancou o sucesso de Brandi Carlile em Portugal, "The Story". Sob livre e espontânea pressão da Ieda eu gravei também. Confira aqui.
Enfim, um show para fechar com chave de ouro a sessão de concertos de 2008. Espero que Brandi Carlile apareça novamente por essas bandas em 2009. Será muito bem vinda!
1. My Song
2. Until I Die
3. Late Morning Lullaby
4. Have You Ever
5. How These Days Grow Long
6. Fall Apart Again
7. Creep (Radiohead)
8. Cannonball
9. Turpentine
10. The Story
11. Folsom Prison Blues (Johnny Cash)
Encore
12.Pride And Joy
13. Hallelujah (Leonard Cohen)
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Os tickets estão na mão. Dia 18 de novembro vamos conferir a dona da voz e da canção que fez mais sucesso aqui em Portugal durante o verão. Em boa parte por causa do comercial da Super Bock, lançado durante a estação do calor por aqui.
Eu tomei conhecimento da moça da mesma forma, fui atrás e descobri que ela tem um bocado de boas músicas. Não vou me alongar muito a respeito do que eu acho do trabalho dela, até porque já fiz isso uma vez aqui no blog. Vou guardar as impressões para depois do show.
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Já andei fazendo algumas listas por aqui como álbuns e filmes prediletos. Daí que eu vi um post bacana no Pensamentos Fugitivos da minha amiga Ana Sekler com uma lista de covers e resolvi copiar a idéia. Vamos à escalação, como diria Galvão Bueno (que mierda!).
#5 - Megadeth tocando Paranoid do Black Sabbath (Ouvir)
A banda que nunca tocou Paranoid que atire a primeira pedra. É a música mais "coverizada" da história das bandas de garagem. Aqui o Megadeth utiliza-se do direito sagrado de tocá-la e apresenta um bom cover.
#4 - Sepultura tocando Sympton of the Universe do Black Sabbath (Ouvir)
Que o Black Sabbath é o pai do heavy metal ninguém tem dúvidas. Mas se você tiver alguma dúvida é só ouvir essa versão do Sepultura de Sympton of the Universe. Os caras praticamente não tiveram que mexer uma vírgula nos riffs de Tommy Iommi e companhia.
#3 - Ramones tocando Have You Ever Seen the Rain do Creedence (Ouvir)
Os Ramones sabiam como ninguém fazer música cujo objetivo era tão e somente divertir. Porque não adaptar a fórmula para uma das músicas mais conhecidas de todos os tempos?
#2 - Iron Maiden tocando Cross Eyed Mary do Jethro Tull (Ouvir)
Minha banda predileta adaptando uma música do meu álbum predileto. O que mais eu posso dizer?
#1 - Judas Priest tocando Diamonds and Rust de Joan Baez (Ouvir)
O que é um cover? Pode ser simplesmente tocar uma música o mais próximo do que ela é no original ou então fazer uma adaptação inteligente, criando algo totalmente novo. A segundo opção é para poucos e foi exatamente o que o Judas Priest fez de forma grandiosa com a canção de Joan Baez. Confira a original aqui. Vale a pena.
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Enquanto a banda passava...
XI - Os bastidores do festival
Em geral eu tenho intercalado essa história com outros assuntos para não encher a paciência. Mas diante das inúmeras manifestações (lá vem a Ieda criticar agora a multidão que se manisfestou) que o post anterior gerou, resolvi mostrar algumas provas e revelações dos bastidores daquele fatídico dia do Festival Canta Encanto. Vamos aos fatos.
O primeiro: confiram o entusiasmo do Pablo em fazer parte da banda Clepsidra. Dá bem para notar que a escolha do nome realmente elevou a auto estima do grupo. Ainda é possível ver o Murilo comentando o nome pelo qual a banda de fato já estava se tornando conhecida. Veja:
Agora, abaixo, nós temos o Caio em um surto de otimismo em relação ao resultado do concurso. É claro que ele se decepcionou, o que nós vamos conferir alguns vídeos abaixo.
O vídeo a seguir eu já apresentei para a Ieda e mesmo assim ela não se convenceu de que havia uma multidão na platéia. Reparem na minha figura passando lá trás enquanto tinha um ataque de nervos. É claro que um olhar mais atento vai revelar parentes e amigos, mas mesmo assim convenhamos que era uma boa audiência para um domingo de manhã. E olhe que nós fomos o último grupo a se apresentar.
Neste vídeo nós podemos notar o real motivo pelo qual o Pablo queria tirar a roupa. Não é possível ver nenhum ser humano do sexo feminino entre o grupo. O fato é que Pablo tinha sua própria torcida organizada que não só apoiou o grupo como também escreveu aquele nome medonho certinho no cartaz. Só pode ter sido cola do Pablo...
Ainda um rápido comentário sobre o vídeo acima. Vocês viram o que o cara escreveu sob o Clepsidra? The Time is Over. Ou seja, a gente nem tinha começado a tocar ou se apresentar e o sujeito já estava decretando o fim do nosso tempo. Também com um nome desses...
O vídeo abaixo é meu atestado de rendição a Ana Sekler. Mas não sem luta. Ana, eu não encontrei nenhum momento em que o público grita Epilepsia. Mas um doido gritou por um outro tipo de doente. Serve? Pelo jeito a nossa banda já estava na UTI e a gente não sabia.
E para fechar com chave de ouro, os comentários que o Caio nunca fez sobre o resultado do concurso. A propósito: o sujeito chamava-se Marco Aurélio como é possível ouvir quando eu o chamo. Ele resolveu mudar o nome para Caio porque...eu nunca entendi o porquê. Deve ser esquizofrênico para completar.
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X - Epilepsia
Bônus: outro vídeo
Com a furada do Gustavo, voltamos a colocar anúncio na lojinha de instrumentos. Em apenas alguns dias um figura me ligou e disse que estava interessado em tocar. Naquela época eu pensei que a coisa ia complicar, pois não se tratava de um amador com uma bateria reformada. O baterista, chamado Caio Mathion, tinha uma bela Mapex e muito mais experiência do que todos nós juntos.
Um acerto aqui e outro ali, passamos o repertório para o Caio e em poucas semanas estavamos já bem entrosados. A chegada do Caio deu outro salto de qualidade na banda, porque todos passaram a se esforçar ainda mais. O cara mostrou que não estava para brincadeiras mesmo.
Tanto que nossos ensaios passaram da minha casa para casa do Caio e aconteciam religiosamente às nove da manhã do domingo. A mãe dele era um anjo, bem como a vizinhança!
Aproveitando o embalo, resolvemos nos inscrever no festival de música, chamado ¨Jundiaí Canta Encanto¨. Só podiam participar bandas com músicas inéditas e, apesar de já ter ¨A Cachaça¨ pronta, decidimos que aquela música não continha um linguajar muito apropriado para um festival em que as pessoas compareciam com a família. Nota: Porque diabos a gente não inscreveu A Cachaça???
Foi então que eu e o Pablo, numa madrugada chapada, compusemos uma outra música usando uma letra que eu havia escrito. A letra, por sinal, era bastante introspectiva. Não era uma melodia lá muito fácil de se encaixar a bateria, mas o Caio fez um bom trabalho.E assim foi feito. No dia da apresentação eu quase tive um colapso nervoso. Com toda a minha timidez, subir num palco e tocar na frente de uma multidão não é algo que faço com a maior facilidade. Para completar, fomos escalados para tocar na etapa do centro da cidade, onde havia mais gente (a cada fim de semana havia eliminatórias em diferentes partes de Jundiaí).
Ah, um detalhe a respeito do nome da banda! Era véspera do dia da nossa apresentação e não tínhamos um nome para colocar na ficha de inscrição. Foi então que eu apareci com o nome Clepsidra! Uma Clepsidra, para quem não sabe (como você não sabe?!) é um relógio movida a água...
Ahhhhh... bom! E por que diabos dar o nome de um relógio para banda? Sei lá! A gente precisava de um nome e achei que esse soava bem. Na falta de algo melhor ficou esse mesmo. É bem verdade que um nome só pode ser aprovado depois da apreciação pública. Depois que o locutor anunciou o nome da banda a turma gritava: ¨Epilepsia, Epilepsia!¨.
Duas bandas saíram classificadas naquela tarde. Nenhuma delas era a gente, mas valeu como experiência e como desafio. Vale também ressaltar que de todos o Murilo foi quem melhor segurou a onda encarando o público. Confira:
Tava na cara que a gente precisava de outro nome. Depois do festival a gente mudou para Watt Destilado. Conto isso no próximo capítulo. Só estou adiantando porque coloquei esse nome no vídeo acima, quando a banda chamava-se na verdade Epilep... Clepsidra. Melhor esquecer.
I - O Ensaio
II- Quem escolheu quem
III- A invenção da roda
IV- Paranoid, of course!
V- A conspiração
VI - E fez-se...A Cachaça
VII - Isso vai dar merda!
VIII - O baterista de Cristo
IX - O baterista fantasma
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Enquanto a banda passava...
IX - O baterista fantasma
Com a fórmula para arrumar um baterista na cabeça, liguei para o Gustavo e perguntei se, por acaso, a gente arrumasse uma bateria ele estaria disponível para tocar conosco. Ele concordou e lá fomos nós fechar o acordo. Marcamos um meio ensaio na casa do garoto que respondera ao anúncio e levei comigo meu velho baixo cavernoso para negociá-lo.
Passamos uma música ou duas (vale registrar que os caras adoraram a voz do Murilo e quase queriam marcar um ensaio só com ele; esse meio é fogo!) e fomos fazer negócio. Trocamos no mano a mano os instrumentos musicais. Recolhemos os cacos da bateria velha, jogamos dentro do carro e nunca mais voltamos na casa do baterista de Cristo. Deve estar fazendo sucesso em alguma Universal do Reino de Deus por aí.
Agora era só o Gustavo sentar na bateria, mandar ver e a gente alcançaria o estrelato, certo? Errado. Ao contrário do Pablo, Murilo e eu, o Gustavo não entrou com o mesmo entusiasmo na banda. Aparecia para um ensaio, faltava em outro, no próximo ficava só até a metade. E o pior é que se aproximava um festival de bandas em que a gente queria tocar e precisava trabalhar sério em uma música para participar.Assim como no caso do baterista mirim, coube a mim despedir o Gustavo. Na época a gente estudava juntos na PUC (eu no jornalismo e ele na publicidade) e já era amigões a muito tempo. Por isso eu estava preocupado em não deixar que aquela coisa da banda azedasse a nossa amizade. Expliquei a situação toda e acho que ficou melhor para todos. Afinal - apesar do trocadilho infame - se todos não estiverem no mesmo ritmo uma banda não funciona.
Agora eu tinha uma bateria no meu quarto, o que era bem legal. Mas ainda faltava arrumar um "MALEDETO" baterista. Isso estava começando a se tornar complicado. E nós realmente queríamos tocar no festival que se aproximava.
I - O Ensaio
II- Quem escolheu quem
III- A invenção da roda
IV- Paranoid, of course!
V- A conspiração
VI - E fez-se...A Cachaça
VII - Isso vai dar merda!
VIII - O baterista de Cristo
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Uns dias depois de deixar outro anúncio procurando por um novo baterista recebi um telefonema. Era um figura que morava em uma cidade colada em Jundiaí, chamada Campo Limpo Paulista. Pegamos o carro o fomos conferir qual era a história, já meio desanimados pela distância.

O restante foi uma série de surpresas. A primeira delas foi constatar que o cara morava em uma puuuta casa, onde um dos quartos havia sido isolado acusticamente só para ensaios. Aquilo deu água na boca. Depois foi o fato do cidadão ter uma bela bateria. Talvez fosse a pessoa certa...
O duro foi conferir a experiência dele que, junto com o irmão (baixista), tocava em uma igreja. Agora a gente não precisava nem do Capitão Nascimento e nem da minha irmã para saber que isso só podia dar merda. Principalmente com o nosso, digamos, background...
Depois de alguma conversa deixamos um ensaio mais ou menos marcado para o próximo fim de semana. Na saída da casa, no entanto, vimos uma coisa que chamou a atenção e mudou os nossos planos. O cara tinha outra bateria, que parecia ter sido jogada dentro da piscina. Naquele momento veio a seguinte equação na cabeça:
Bateria + reforma - baterista evangélico + Gustavo = banda feliz
Fiz então uma proposta de troca da bateria, que estava jogada no fundo do quintal, pelo meu baixo do tempo das cavernas. Parecia ser uma boa troca...
I - O Ensaio
II- Quem escolheu quem
III- A invenção da roda
IV- Paranoid, of course!
V- A conspiração
VI - E fez-se...A Cachaça
VII - Isso vai dar merda!
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Enquanto a banda passava...
VII - Isso vai dar merda!
As coisas estavam andando bem. Os covers iam aumentando, assim como a minha experiência com o baixo, já que tive a oportunidade de treinar e também aprender mais com o Pablo. Tanto que senti-me confiante em trocar de instrumento, aposentando assim meu velho Jennifer. Fui a São Paulo e comprei um novo contra-baixo, novinho, muito mais leve e com um ótimo som - era um Washburn!
Com a confiança de todos aumentando a gente chegou a conclusão que era hora de arrumar um baterista. O cara que a gente queria na banda era um amigão desde o colegial, chamado Gustavo. Ele era um bom baterista, mas faltava uma coisa essencial a ele para entrar na banda: uma bateria.
Decidimos então colocar um anúncio em uma loja de instrumentos músicais. "Banda procura baterista para covers e blá, blá, blá". O critério era o mesmo da escolha do guitarrista. Cruzamos os dedos para que não aparecesse nenhum cara profissional e nem um zé mané. Alguém que estivesse no mesmo nível da gente.
Um dia eu recebo um telefonema em casa de um baterista procurando uma banda. Fomos até a casa do sujeito para conhecê-lo e qual não foi a nossa surpresa em constatar que tratava-se de um moleque de 14 anos! Como a gente ainda não tinha experimentado os covers com um baterista decidimos tentar. Marcamos um ensaio e até que o guri não se saiu mal. Muito pelo contrário.
O moleque tinha aquele entusiasmo de tocar que as vezes falta até em músicos profissionais. Isso era legal de ver. Por outro lado ainda era um menino de 14 anos andando com três marmanjos de vinte e poucos anos. Na época ainda não tinha o capitão Nascimento para alertar, mas minha irmã estava lá e disse: "Isso ainda vai dar merda!". E deu.
Depois dos ensaios a gente se mandava para as baladas regadas a tudo que você pode imaginar. A gente estava curtindo adoidado. Imagine então o garoto que ganhou um passaporte para a vida adulta da noite para o dia. Ele avisava a mãe que estaria com a gente e a velha acreditava. O problema é que a gente não era a melhor das companhias.
Um dia o garoto saiu com a gente, tomou/fumou/comeu/sei lá todas e ficou malzão (garanto que nenhum de nós ofereceu nada, mas também ninguém estava lá de babá do cara; ele tinha que descobrir essas coisas uma hora ou outra). Até aí tudo bem. Quem nunca tomou um porre? O problema foi a mãe do cara ligando no dia seguinte para tirar satisfações com a gente.
Antes que houvesse uma merda ainda maior, resolvemos dispensar o menino. Além disso, apesar de ser um cara legal, havia um abismo no padrão de comportamento. Tudo a seu tempo. E um moleque de 14 anos se comporta...como um moleque de 14 anos. De positivo houve, enfim, o fato de a gente praticar as músicas com uma bateria.
Colocamos novamente o anúncio na loja de instrumentos musicais e continuamos ensaiando. Em breve irão reaparecer duas figurinhas já conhecidas até aqui. Meu velho baixo Jennifer e o Gustavo (o cara que a gente queria que tocasse bateria na banda, pô!).
II- Quem escolheu quem
III- A invenção da roda
IV- Paranoid, of course!
V- A conspiração
VI - E fez-se...A Cachaça
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Enquanto a banda passava...
VI - E fez-se... A Cachaça!
Bônus: um vídeo
Logo de cara aposentamos os Ramones e ¨Paranoid¨ e focamos em covers do Judas Priest na fase mais roqueira da banda, com sons como ¨Living After Midnight¨, ¨Diamonds and Rust¨ e ¨Breaking the Law¨. Mas a maior mudança seria mesmo o fato de começarmos a criar nossas próprias músicas.Mostramos ao Pablo o esboço de música que tínhamos feito em uma tarde e ele não só entendeu a idéia como também pegou aquele riff tosco que eu havia feito, acrescentou algumas notas e sugeriu algumas passagens entre as estrofes. Levou algum tempo, mas deixamos a música redondinha. Assim, fez-se ¨A CACHAÇA¨, a primeira música que havia escrito e ajudado a compôr na minha vida.
Vou adiantar uma parte da história com o vídeo abaixo. Nós chegamos a este resultado após um longo caminho. Inclusive o baterista que aparece nele só será apresentado daqui um tempo. Antes dele tivemos outros dois. Mas eu chego lá.
O fato é que a ¨A Cachaça¨, como foi concebida, pode ser conferida nesta gravação. O som, é claro, é bastante tosco, já que foi captado com microfones instalados no teto do meu antigo quarto. O interessante é que a letra, após quase dez anos, para mim permanece bastante atual, o que permitiu editar o vídeo com cenas que aconteceram nos últimos anos. Para facilitar eu coloquei a letra logo depois do vídeo.
Nada o que fazer
A vida tá tão chata
Só me resta beber
No Paquistão jogam bombas
A estagiária pega no charuto
E na vitrine um monte de piranhas tontas
Eu tô ficando é muito puto
REFRÃO
Esse mundo é tão babaca
Tem sempre alguém sacaneando
Quem jogou água na minha cachaça?! X 2
É bolsa que sobe
É bolsa que desce
A gente sempre se fode
Eu só quero ouvir um Led
O presidente pede calma
E por mais que eu tente
Enquanto os poderosos tomam sauna
Minha cerveja tá sempre quente
REFRÃO
Esse mundo é tão babaca
Tem sempre alguém sacaneando
Quem jogou água na minha cachaça?! X 2
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V - A conspiração
Munidos de espírito de porco, Murilo e eu fomos atrás de um novo guitarrista para banda. Requisitos: não ser tão bom que fizesse a gente passar uma vergonha eterna e nem ser tão ruim que pudesse fazer o nosso projeto naufragar antes mesmo de ser devidamente lançado. Outra coisa que ajudaria seria se o sujeito fosse já do círculo de amizades.
Nós conhecíamos um figura com essas características. O nome dele era Pablo Brunelli e já fazia algum tempo que a gente não se encontrava. Portanto foi necessário acionar alguns contatos e descobrir o seu paradeiro. Descobrimos que o Pablo estava fazendo cursinho pré-vestibular. Com isto, já sabíamos onde encontrá-lo: no boteco que havia em frente ao cursinho. Tiro e queda! Era o cara certo para a banda!
E foi assim, neste ambiente "botequístico", que convidamos o Pablo a juntar-se a banda. Não fornecemos lá muitos detalhes para não estragar a surpresa. Apenas comunicamos o dia do ensaio e deixamos que as coisas tomassem o rumo natural. Tenho que confessar que naqueles dias eu e o Murilo fomos maus...muito maus!
Sabe como é aquela história, né? Marido traído é sempre o último a ficar sabendo. Pois bem. Quando o Dinei chegou todo animado para mais um ensaio encontra o Pablo afinando a sua guitarra. O sujeito ficou pálido. Perdeu a voz. Coube a mim tranquilizá-lo:
- Dinei, a gente chamou o Pablo aqui hoje só para fazer um teste...a proposta é que a gente toque com duas guitarras na banda.
Putz, que mentira deslavada! A gente não conseguia tocar nem com uma, quem diria com duas!
Nos primeiros minutos ficaram evidentes as diferenças entre o Pablo e o Dinei. Este último ficou tão puto com a situação que até fez um solo para "Paranoid", coisa que ele sempre julgou ser incapaz de fazer. Tá vendo? As vezes alguma pressão ajuda a pessoa a deslanchar na vida...
O fato é que o Dinei não ficou para o fim daquele ensaio. Inventou um compromisso qualquer, se mandou e nunca mais apareceu. Foi uma baita sacanagem com o coitado. Por conta disso, acabamos até colhendo alguma antipatia dos amigos mais chegados dele. Bem, é igual aquela história de fazer omelete...quebrar os ovos...
Mas olha: não esqueça esse nome. O Dinei ainda vai reaparecer em um momento decisivo dessa história.
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I- O Ensaio
II- Quem escolheu quem
III- A Invenção da roda
IV- Paranoid, of course!
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Enquanto a banda passava...
IV - Paranoid, of course!
Eu já nem me lembro ao certo como é que chegamos ao nosso primeiro guitarrista. O cidadão chamava-se Dinei e era um cara gente boa. Ele tinha uma coisa que era boa nesse tipo de ramo que é o entusiasmo. O problema é que ele se encontrava - tecnicamente falando - igual a mim: na estaca zero!
Mas enfim...eu não estava lá em condições de ser muito exigente já que mal sabia meia duzia de notas. Sendo assim começamos os primeiros "ensaios" na minha casa. O nosso repertório naquela época era restrito a duas músicas dos Ramones e o hino de todo músico iniciante: "Paranoid", do Black Sabbath (sem solo, porque o Dinei não solava).
Seguiram-se algumas reuniões em que a gente repassava as mesmas músicas. Eu diria que foi até importante para começar a criar uma noção do que é tocar em uma banda (que é bem diferente de "tirar" uma música junto ao aparelho de som).
O problema é que eu e o Murilo não estávamos vendo um grande futuro naquela parceria, já que eram três caras que quase nada entendiam de música. Só o entusiasmo não parecia suficiente para alcançarmos o estrelato. Não que quisessemos ir tão longe, mas também não podíamos ser os últimos da fila.
A solução era um remédio amargo, mas que precisava ser aplicado. Tínhamos que encontrar outro guitarrista e comunicar isso ao Dinei. Sorry!
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V - A Conspiração
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III - A descoberta da roda
Como estava dizendo, o baixo ficou encostado por quase três anos. Vez ou outra eu o plugava e brincava com algumas notas ou repassava lições. Então um dia, lá por meados de 1998, eu tive uma brilhante idéia.
Era uma tarde de domingo enferrujada, de céu cinza e chuviscos - dia típico de inverno. Eu estava em casa (morava em Jundiaí/SP naquela época) tomando cerveja e jogando conversa fora com o Murilo.
QUEM?!?
O Murilo é um grande amigo meu, que eu havia conhecido no último ano do colegial, quatro anos atrás, através de um companheiro de classe. A gente compartilhava agendas semelhantes: shows de bandinhas furrebas, bebedeiras e dias de tédio como esse (Jundiaí as vezes sabe como entendiar as pessoas). Foi quando eu decidi inventar a roda e convidar o Murilo para pantenteá-la:
- Murilo, a gente está aqui sem fazer p@#%*ra nenhuma. Eu tenho um contra-baixo e você tem vontade de cantar. Pô, tudo que a gente precisa é de criar alguma coisa e tocar, caramba!
E foi assim, sob o olhar incrédulo do Murilo que eu escrevi a minha primeira letra de música. Devo ter levado uns dez minutos. Era alguma coisa sobre estar de saco cheio, coisas de política (estudante de jornalismo, né...) e, é claro, álcool: o nome da música ¨A Cachaça¨. (N.R.: não achei justo postar a música agora, á que a versão que tenho é a final e, como veremos, ainda vai levar um tempo até chegar lá).
Letra pronta, peguei meu baixo e, no melhor estilo descobridor da roda, relatei. - Tudo que a gente precisa agora, Murilo, é de um bom riff, uma base para ser usada na maior parte da música e uma base para o refrão.
Eu estava estupefado com a minha genialidade!
E assim foi feito. Fiz uma base com três notas de deixar corado até o mais fanático dos fanáticos por punk-rock. O tal bom riff (que eu tentava explicar de forma pomposa) era um pedaço de uma escala das mais simples de rock n´roll, que ficou parecendo mais uma marcha militar.
Já a base do refrão, vai me desculpar...mais acho que Elvis em pessoa deve ter descido para sussurar na minha orelha, porque até hoje acho muito boa.
O Murilo parecia ter gostado da idéia e, afinal, depois de três anos, havia saído a fumaça branca (não esta que você está pensando...se bem que...deixa pra lá!): HABEMUS MUSICA!
O negócio agora era correr atrás do resto da banda.
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Enquanto a banda passava...
II - Quem escolheu quem
Feitas as explicações e justificativas iniciais, vamos a história da banda. Vou poupar a paciência do pobre naufrago, pulando a parte em que eu explicaria as minhas referências musicais e etc. Basta dizer que não integrei uma banda de pagode ou de axé (sinal da cruz). Era uma banda de rock e ponto final.
Portanto vou direto ao momento em que decidi adquirir um instrumento musical. Eu andava na metade dos anos 90, correndo atrás de shows de bandinhas inexpressivas e de bebeiras quando a ficha caiu (tarde, como sempre):
- Pô! Se esses caras podem sair tocando, porque eu não posso?
Não me pergunte o porquê de eu ter escolhido comprar um contra-baixo. Vai ver que foi a facilidade do acesso. A irmã de uma ex-namorada estava vendendo um baixo da marca Jennifer (horroroso por sinal: pesava uma tonelada e tinha som de berimbau). Eu aproveitei a ocasião e comprei.
O fato é que eu realmente me identifico com o contra-baixo e até hoje não me arrependo de ter escolhido esse instrumento. Adoro a ponte entre o ritmo e a melodia que ele desempenha. Talvez tenha sido ele que me escolheu, como se costuma dizer.
Bem, instrumento providenciado, vamos atrás de aprender a tocá-lo. Meu professor de
contra-baixo foi um amigo chamado Julio Cesar, popularmente conhecido como Ganso. Grande figura e grande baixista.
Nossas aulas eram aos sábados pela manhã, antes de eu ir para a faculdade. Portanto, o comparecimento (de professor e aluno) exigia uma certa dose de coragem uma vez que não era raro tanto professor quanto aluno estarem de ressaca. Alguns anos depois eu descobriria que essas aulas foram importantíssimas.
Mas depois de alguns meses, assim como outras 5.765 atividades anteriores que eu já iniciei, larguei de mão. Dizem que é característica de libriano. Enfim. O contra-baixo ficou encostado por mais ou menos três anos. Eu poderia culpar a correria entre o trabalho e a faculdade, mas acho que se quisesse ainda poderia ter conciliado.
Até que a ficha caiu de novo. Se eu fosse um velho orelhão daqueles de fichas teria um futuro muito promissor. Num museu.
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I - O Ensaio
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III - A descoberta da roda
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Enquanto a banda passava...
I - O Ensaio
Bem, o que eu vou contar é a história do dia em que eu tive uma banda de rock. Aposto que metade das pessoas que tinham lido o primeiro parágrafo já desistiram de continuar (no total, devem ter sido umas três). Resta-me explicar para uma pessoa e meia o porquê de eu contar esta história.
Segundo meu amigo Eduardo Frick - que deve ter parafraseado outra pessoa - a internet é um grande oceano e o que fazemos ao publicar um post em um blog nada mais é do que lançar uma garrafa com uma mensagem nesse enorme espaço. Vai saber quem vai encontrar... talvez ninguém. E SE encontrar... que uso dará a essa mensagem? Quem sabe a única coisa que o cara pensava numa ilha deserta era em papel higiênico...
Enfim, esse é o motivo pelo qual sigo postando com maior ou menor frequência: a esperança que uma hora ou outra, entre um assunto sério e uma bobagem alguém se interesse pelo que eu escrevo. Isto inclui esta história que aparentemente só interessa a mim ou aos personagens que apresentarei ao longo do caminho.
Outro motivo é que gosto de contar histórias e acredito que esta experiência inclui alguns elementos cômicos que podem fazer a alegria de alguns e até inspirar outros que pensem em um dia ter uma banda. Acredite: eu nunca pensei que pudesse ter uma.
Para finalizar, resta dizer que esta história será contada pela minha perspectiva. É possível que outras pessoas envolvidas ou citadas possam ter outra visão. O espaço de comentários está aí embaixo para quem quiser se manifestar.
Daqui um mês e meio lanço outra garrafa ao mar com o início da história.
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II - Quem escolheu quem
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Brandi Carlile - My Song
No geral eu me considero um cara bastante conservador em termos musicais. Com raríssimas exceções penso que a década de 90 foi completamente perdida. Sou fiel às bandas das décadas de 70 e 80, onde havia qualidade, técnica e criatividade.
Mas isso não significa que eu seja um cara fechado para coisas novas. Vira e mexe eu me esforço para encontrar um artista que eu goste e possa recomendar. Quando ouço algo que me chama a atenção vou atrás. Mas em geral não passa de fogo de palha.
Dia desses me deparei com uma cantora americana que não tem a qualidade técnica de uma Amy Whinehouse (quando esta conseguia parar em pé para cantar) ou o charme de uma Joss Stone, mas acho que ela ainda vai dar o que falar. Por um simples motivo: parece-me honesta com o que faz. Ela tem um jeitão meio caipira e mistura rock com country e folk.
O nome da moça é Brandi Carlile e eu fiquei sabendo dela graças a um comercial da cerveja Super Bock, daqui de Portugal. Gostei tanto que até usei a música dela ilustrar o vídeo de uma das nossas viagens. Fui no e-mule e baixei (criminoso, eu sei, mas prometo que vou comprar um CD da Brandi Carlile) mais alguns sons e fiquei surpreso por saber que ela não será cantora de uma música só.
Prova disso é o vídeo abaixo (a qualidade não é lá essas coisas), em que ela canta outra música muito bacana, chamada "My Song":
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Meus 10 álbuns favoritos-Parte II
Continuando a lista dos meus 10 álbuns favoritos, segue abaixo os cinco finalistas:
#05 - The Time of the Oath
Helloween -1996
Eu disse que um dos critérios para escolha dos álbuns era a consistência dos mesmos. E se tem um disco que eu considero consistente é este. Do começo ao fim o ritmo, a pegada e a intensidade são mantidas seja nas faixas mais pesadas (como "Wake up the Mountain" e "The Time of the Oath")como naquelas mais melódicas (como a linda "A Million to One"). O disco, todo baseado nas profecias de Nostradamus, tem peso, belas composições, arranjos perfeitos e uma das melhores formações que o Helloween já teve. Destaque para o baixista Makus Grosskopf, que na minha opinião é um dos melhores baixista de metal de sempre. Este é o outro disco obrigatórito para quem aprecia heavy metal.
#04 - Demons and Wizards
Uriah Heep - 1972
Eu levei um tempo até descobrir um lado mais mágico do rock. No começo tudo era peso. Mas com o tempo fui abrindo os olhos para outras coisas menos pesadas, porém não menos interessantes. Tudo começou muitos anos antes, como veremos na primeira posição desta lista. Ainda que tardiamente, este disco do Uriah Heep caiu-me nas mãos e fiquei maravilhado com composições como "Circle of Hands", "Easy Livin" e "Traveller in Time". Antes da gente baixar MP3 na internet, a pirataria era emprestar um bolachão e copiá-lo numa fita K7 para ouvir no carro (putz, que velho!!!). E foi desta forma que esse álbum foi tornar-se trilha sonora em inúmeras baladas e fogueiras (depois eu comprei o CD, claro).
#03 -Piece of Mind
Iron Maiden -1983
Então. Eu falei que tinha outro Maiden na lista. Acho que uma das coisas que mais gosto é a crueza deste disco, algo que a banda não conseguiu repetir. Depois dele veio muita coisa boa, mas não com a simplicidade e crueza deste álbum. O engraçado é que ele me chegou às mãos por acidente. Um amigo não gostou e me deu de presente. Tinha até uma faixa riscada (neste blog se fala em disco de vinil e fita K7 se você não percebeu!). "Flight of Icarus" foi durante muitos anos para mim o hino definitivo do heavy metal. Não havia canção que rivalizasse. Além dos clássicos absolutos ("The Trooper, "Revelations", "Where Eagles Dare"), este disco conta com pérolas desconhecidas do grande público como "Die With Your Boots On" e "To Tame a Land".
#02 - The Dark Side of the Moon
Pink Floyd - 1973
Poucos álbuns me fizeram viajar tanto quanto este. Em termos de produção não há igual. As backing vocals, os arranjos, os sons de fundo. Fora que eu comento isso mais de 20 anos depois do lançamento do disco. Mas já li matérias sobre como as pessoas ficavam assombradas com o helicoptero voando de um fone para o outro no ouvido. Além disso há toda a temática em torno da loucura e o que é ou não real. A última estrofe de "Eclipse" sintetiza o disco: "And everything under the sun is in tune /But the sun is eclipsed by the moon". O álbum ainda está recheado de clássicos como "Brain Damage", "Money" e "Us and Them". Este disco é algo que nem todo dinheiro do mundo ou tecnologia disponível serias capazes de criar, porque é uma obra de mentes e corações que estavam no lugar e na hora certa.
#01 - Aqualung
Jethro Tull - 1971
Este foi o disco que abriu meus olhos para outras sonoridades. Mais do que isto foi o disco que tornou-se a trilha sonora de uma época. A ponto de muita gente perguntar lá pelas altas da noite se seria possível aquele mesmo disco continuar tocando após horas e horas a fio. A flauta mágica de Ian Anderson presente nas músicas tinham a capacidade de sintetizar algums momentos de extrema alegria, misturada com tristeza e descoberta daqueles tempos. Não é um disco para destacar uma canção, mas para ser ouvido e saboreado por inteiro. Se Pink Floyd tem um "quê" de cidade, Jethro Tull tem cheiro de mata, som de estalo de fogueira e um toque de brisa fresca da madrugada, traduzida em liberdade. Como disse, não é possível citar apenas uma música, portanto aí vão todas as faixas que compõem o disco.
- (06:31) "Aqualung"
- (04:06) "Cross-Eyed Mary"
- (01:21) "Cheap Day Return"
- (03:51) "Mother Goose"
- (01:53) "Wond'ring Aloud"
- (03:14) "Up To Me"
- (07:08) "My God"
- (03:14) "Hymn 43"
- (01:13) "Slipstream"
- (04:23) "Locomotive Breath"
- (06:01) "Wind Up"
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