Vídeo: Sevilha
Para cada viagem que fizemos, sempre produzimos um videozinho com algumas imagens dos locais que percorremos. Agora, pela primeira vez, vou postar uma matéria que fizemos. Por conta das reportagens que a Ieda tem feito para a TV Cidade e para o Comboio Lisboa, a nossa ida para Espanha rendeu uma matéria. Esta é primeira parte, onde falamos de Sevilha. Em breve a segunda parte com Córdoba e Granada.
JORNALISMO, CINEMA, FOTOGRAFIA, QUADRINHOS, VIAGENS, POLÍTICA E UMA BOA CONVERSA FIADA
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Mais um ponto no mapa: Espanha
Eu tenho guardado na minha memória uma imagem que até hoje é muito clara. A Ieda e eu, sentados no aeroporto de Guarulhos em novembro de 2006 aguardando o embarque para a Inglaterra. Então um avião enorme da British Airways se aproximou.
Nós sabíamos que ao entrar naquela máquina nós tinhamos um destino: Irlanda. Depois disso, só Deus sabia. E ele foi generoso. Depois da Irlanda veio a Grécia, a Alemanha, a Holanda, a Áustria, Portugal e, agora, Espanha.
Acho que grana investida em viagem é uma grana muitíssimo bem investida.
Demorou um pouco, mas finalmente fomos conhecer o que os nossos vizinhos espanhóis têm a oferecer. E olha que é muito! Foi uma viagem de quatro dias, aproveitando um feriado prolongado, em que estivemos em Sevilha, Córdoba e Granada. Todas as cidades na famosa região da Andaluzia.
Pelo caminho, conhecemos algumas das igrejas mais bonitas que tinha visto até agora aqui na Europa. Em Sevilha vimos um show de Flamenco que me emocionou pela beleza e pela paixão com que os dançarinos e músicos se entregam ao ritmo daquela arte.
Em Córdoba e Granada conhecemos a influência que os muçulmos tiveram na Espanha por meio principalmente da arquitetura. É impressionante também ver de perto séculos e séculos de história diante do toque das nossas mãos.
Lugares como a Catedral de Córdoba, uma antiga mesquita muçulmana que foi transformada em templo cristão, mas que preservou o maravilhoso trabalho mouro e incorporou características ocidentais.
A viagem para Espanha foi mais uma experiência fantástica nessa nossa jornada aqui na Europa, que dessa vez tivemos o prazer de compartilhar com um casal de amigos e a Sofia, que mesmo ainda dentro da barriga da Ieda já está somando quilômetros de viagem.
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A pulga...
Tem uma frase que vem martelando há algum tempo aqui na minha cabeça. E o engraçado é que toda vez que eu a esqueço sempre tem alguém para me lembrar. Não sei se ela já foi dita por alguém...eu acho bem possível que sim, porque faz todo sentido. De qualquer forma, se não foi, digo eu:
As pessoas que costumam orgulhar-se de dizer o que pensam e de serem sinceras geralmente não estão preparadas para ouvir a verdade.
Pronto. Disse.
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O Sierra continua vivo!
Como não poderia deixar de ser, com as atividade sérias do Comboio Lisboa, acabou acontecendo o inevitável: a produção aqui no Sierra caiu consideravelmente.
Mas isso não significa de forma alguma que eu o tenha abandonado. Muito em breve, inclusive, ele voltará ter uma importante função diarística (hum?).
De qualquer forma, para provar que o Sierra continua bem vivo, aqui vai um vídeo que reflete bem este estado de espírito (o de estar vivo, claro!). E nervoso! ;-)
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Portugal sem imigrantes
Existe um partido aqui em Portugal, chamado PNR, que é declaradamente contra a imigração. Em duas ocasiões ele já espalhou cartazes por Lisboa em que não só defendem a expulsão dos imigrantes como também brincam perigosamente com o racismo.
Em uma das ocasiões os humoristas do Gato Fedorento já haviam satirizado a posição do PNR com uma versão alternativa do cartaz.
O que eu não tinha visto foi um dos programas dos Gato Fedorento - citando o comportamento do mesmo partido - em que fazem o exercício de imaginar Portugal sem imigrantes. Veja só:
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Tenha medo...
Então... filme de terror é o seguinte: não existem muitos que me façam realmente sentir medo. Há dois clássicos absolutos, que são "O Exorcista" (só o primeiro) e "O bebê de Rosemary". São os dois únicos que me fazem realmente tremer na base.
Depois tem outros recentes que eu considero muito bons, tipo "A bruxa de Blair" e "O chamado", "Sexto Sentido", "Os outros". Há ainda outros que pregam bons sustos. Mas convenhamos: susto é diferente de medo.
Mas hoje vi um trailer de um filme lá no MDM que me deixou preocupado (puxa!). Ele resgata o conceito mãe/filho de "O bebê de Rosemary" - ou mesmo "A Profecia" - e acrescenta um ingrediente meio gore zumbizístico que pode render bons arrepios.
O nome do filme é Grace e a história é a seguinte...uma mulher grávida de oito meses sofre um acidente e perde a criança. Mas ao contrário das recomendações ela se recusa a tirar o bebê e decide tê-lo pelo modo natural. O resultado é que ela dá a luz a uma criança que não está assim...completamente morta.
Veja abaixo o trailer. Se o filme for tão medonho quanto essa "delicatessen", podemos esperar algo que pode ir direto para galeria de piores...ou melhores...enfim, um puta filme de terror.
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Vi lá no blog do Tiago Dória uma dica de um projeto bem bacana que por enquanto é virtual, mas bem que podia ser trazido para a escala real.Trata-se de um Museu da Corrupção, um especial multimídia preparado pelo Diário do Comércio para relembrar muitas das vezes em que os distintos senhores públicos meteram a mão no nosso bolso.
O acervo do Museu é vasto (também...pudera...) e abrange desde casos mais recentes como o do deputado dono de um castelo até os desvios na construção da rodovia Transamazônica, na década de 70.
Achei o projeto muito bom, até porque um dos principais aliados da corrupção é o esquecimento. Por isso decidi colocar o link para o Museu da Corrupção aí do lado.
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Sobre esposas e cães...
A Ieda estava com problemas com o microfone da câmera e pediu que eu a ajudasse com uns testes. Eu, na maior boa vontade e inocência, fui lá testei, paguei mico etc. Era para ficar dentro do círculo familiar, mas não...ela pegou a gravação, editou, usou minha senha do Youtube e publicou.
Eu tenho que confessar que achei até engraçadinho até o dia seguinte quando cheguei em casa e encontrei um dos meus livros prediletos despedaçado pelo Ollie.
Então a Ieda me relembrou algo que eu disse a ela em uma certa altura e que eu já havia esquecido: a gente só se dá conta que tem um cão quando ele destroi algo que você gosta muito. E continua adorando o desgraçado do cachorro! Esposas sabem de tudo...
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Festas de Lisboa começam nesta sexta-feira...
Estava inscrito em uma maratona fotográfica no sábado...
Marcadores: Indignação
Nunca perca a esperança
Ainda sobre vídeo abaixo, queria dizer que nem tudo está perdido. O que esses picaretas não esperam é uma revolução silenciosa que está em curso. Ela pode levar 200 anos, mas eu tenho fé que eles ainda vão levar o deles. O número de pessoas com acesso à internet cresce, bem como o acesso à informação.
Manter o povo na ignorância sempre foi uma das mais poderosas armas dos safados, mas devagar esse muro cai também. Abaixo eu reproduzo uma matéria que ví no Blog do Noblat, que é um texto da Agência Brasil citada no jornal O Globo.
Como se diz no popular: o negócio é passar a letra.
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Mais de 300 políticos eleitos em 2008 já foram cassados
Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) revelou que, do final de 2008 a março deste ano, 357 prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos no ano passado foram cassados por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa.
O levantamento teve como base dados da Corregedoria Geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi analisada a situação de 84,74% das zonas eleitorais do país.
Entre 119 vereadores cassados por compra de votos no período considerado, a maioria (50 casos) tinha atuação na região Nordeste. Também já perderam mandato 238 prefeitos e vices eleitos em 2008.
O número de mandatos interrompidos pode crescer bastante nos próximos meses. A corregedoria do TSE contabiliza outros quatro mil processos relacionados à corrupção eleitoral ainda pendentes de conclusão, 3.124 deles referentes à compra de votos no último pleito.
Leia mais em Mais de 300 políticos eleitos em 2008 já tiveram os mandatos cassados
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Um país de trouxas
Eu já disse aqui e repeti. Reclamar da pouca vergonha com o dinheiro público no Brasil virou lugar comum. As pessoas não dizem o que pensam por dois motivos: primeiro pelo medo de cair na vala do senso comum. Em segundo lugar porque ninguém dá a menor pelota mesmo.
Todo mundo quer seguir com sua vida, pois está completamente institucionalizado o "isso é assim mesmo" e o "rouba mas faz".
É por este motivo que eu acho ótimo quando um jornalista tem a coragem para vir a frente de uma emissora como a RBS TV e dizer umas verdades. Foi o que fez o Luiz Carlos Prates no vídeo abaixo.
É uma pena que falte indignação e falta de vergonha na cara por parte dos movimentos que deveriam liderar uma mudança de comportamento na política brasileira.
A dica do vídeo veio por e-mail, do meu velho chapa de indignação Eduardo Frick.
Marcadores: Indignação, Jornalismo, Política
Marley & Eu
Com a crise de idéias de Hollywood é cada vez mais comum ver obras literárias adaptadas para o cinema. Esta é uma ótima opção tanto para os autores (que enchem os bolsos com a venda dos direitos autorais) quanto para a indústria cinematográfica, que tem mais uma fonte criativa onde buscar inspiração.
É possível perceber alguns livros que parecem ter nascido para escorregarem direto para tela grande. É o caso dos best sellers Código Da Vinci de Dan Brown; e O Caçador de Pipas (ou Meninos de Cabul aqui em Portugal), de Khaled Hosseini. São dois casos de bons livros mas que, na minha opinião, fracassaram no cinema.
E por que fracassaram? Eu penso que seja porque tentaram ser fiéis demais às obras originais. É óbvio que nem tudo que funciona em um livro funciona no cinema. E vice-versa. Por este motivo, o sujeito que resolver fazer uma adapção tem que ter cojones para cortar coisas do livro que não cabem no roteiro ou criar fatos novos que acrescentem algo à magia da tela grande.
Como eu li os dois livros acima e não gostei das adaptações para o cinema fui ver Marley & Eu, do jornalista John Grogan, com os dois pés atrás. Eu achei o livro muito simples e bacana. Entra na categoria de livros para serem devorados em uma semana. Ele relata a vida de um casal às voltas com as responsabilidade profissionais, a vinda dos filhos, a hipoteca da casa e um labrador maluco de 43 quilos.
Para minha surpresa, o filme está na mesma altura do livro porque o diretor David Frankel (de O Diabo Veste Prada) soube captar a essência da obra sem, no entanto, ficar sentado preguiçosamente sobre ela. Antes que a Ieda me entregue nos comentários eu digo: chorei como um condenado a maior parte do filme
.
Um dos maiores méritos do diretor foi não cair na armadilha de fazer um filme de comédia canina. O filme, tal como o livro, é sobre a família Grogan. E Marley é parte da família já que é o primeiro membro a chegar tão logo os protagonistas se casam. .Logo abaixo entrego alguns detalhes importantes do filme portanto se você não viu, fique por sua própria conta e risco.
O filme tem momentos muito engraçados envolvendo o cachorro, como também tem cenas de grande dramaticidade, como quando Jenny (Jennifer Aniston) perde seu primeiro bebê a família (incluindo Marley) tem que passar por isso. Até mesmo Owen Wilson, que não tem lá muitas qualidades como ator, segura bem onda no papel de John.
O último quarto do filme é especialmente doloroso porque trata da velhice do cão e seus momentos finais com a família Grogan. E o diretor pega pesado. Não bastasse a difícil despedida ele ainda usa todo tipo de recursos (de flashbacks a trilha sonora) para nocautear a platéia.
No final, para mim, não há nenhuma lição de moral grandiosa. É só uma história como de muitas outras pessoas. Penso que é aí que mora o êxito do livro e do filme. Para além disso - é óbvio - quem já teve um cão que atravessou mais de uma década da sua vida, vai certamente se identificar com o tema.
A gente acabou vendo o filme com bastante atraso aqui em Portugal. Até onde eu sei ele tinha sido lançado no Natal passado. No entanto, até a semana passada ainda estava em cartaz em vários cinemas daqui de Lisboa. De qualquer forma, se você não viu, vale a pena alugar o DVD. Mas lembre-se de deixar os lenços por perto.
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